"Um homem andava solitário e errante pela vida. Caminhava sem destino e sabia para quê. De repente, ele se depara com os olhos de alguém e pergunta: - Que fazem esses olhos tão solitários por aqui? E os olhos responderam: - Procuramos aquilo que perdemos de vista, mas não conseguimos encontrar; se vires alguém perdido, por favor, indique a direção onde nos encontramos, sim? E o homem com uma afirmação respondeu balançando a cabeça e seguiu sua jornada. Mais adiante, após andar por muito tempo, o homem se depara com os ouvidos de alguém, logo pergunta: - Que fazem vocês por aqui? Os ouvidos responderam: - Estávamos a seguir a voz da razão, mas a voz começou a se distanciar cada vez mais, então nos perdemos; se vires a razão por ai, perdida, indique a direção onde nos encontramos, sim? Mais uma vez o homem respondeu positivamente com um gesto e com outro indicou sua continuação, seguindo viagem. Não muito estranho, sem muitas surpresas, encontrou uma senhora idosa e perguntou-lhe o nome: - Me chamo Razão; acabei ficando esquecida dos olhos e dos ouvidos por estar sempre a procura da emoção, uma criança pudica e danada que vive a escapar dos meus olhos. O homem prometeu indicar a direção da razão, caso encontrasse a emoção, mas antes alertou à razão pra qual direção estavam os olhos e os ouvidos e, em seguida, seguiu seu caminho. Ao chegar em um local confortável com sombra e água fresca, o homem se sentou e sentiu que enfim havia encontrado o seu destino que tanto gostaria de encontrar, mas nunca sabia por onde começar a procurar. Ficou por ali alguns dias até que a fonte d'água secou, as árvores perderam suas folhas, levando consigo o conforto e a paz tão sorrateira. O homem chorou. Suas lágrimas se propagaram no vento levando o sinal de sua presença à três pessoas que ali perto se encontravam. Essas três pessoas o avistaram após seguirem seu choro e, junto com um grande espanto, o homem volveu seu rosto para uma voz familiar: - Olá, te procuramos por muito tempo. Sou a Razão e estes que comigo estão são teus olhos e teus ouvidos. Eu sempre controlei eles para que pudesses ser alguém acertivo, mas como teu próprio nome já diz - Emoção - custas a obedecer, por isso te deixei livre. Agora está na hora de voltar conosco, há mais uma lição que terás de aprender além desta, as das coisas transitórias, que é a que SEMPRE PODERÁS RECOMEÇAR E VOLTAR TODO O CAMINHO PERCORRIDO, VER ONDE ERROU, MEMORIZAR O QUE ACERTOU E CONTINUAR APRENDENDO MAIS E MAIS, ATÉ ESTARES FORTE O SUFICIENTE PARA CAMINHAR SOZINHO MAIS UMA VEZ. SEMPRE ESTAREMOS AQUI, EU - A RAZÃO - DE OLHOS E OUVIDOS ATENTOS, PARA TE LEMBRAR QUE NENHUM CAMINHO TRILHADO É TÃO NOVO QUE NÃO POSSA PERCORRÊ-LO MAIS UMA VEZ COM OUTROS OLHOS, OUTROS OUVIDOS, OUTRAS RAZÕES E O MAIS IMPORTANTE, COM OUTRAS EMOÇÕES. Se você tem um caminho que trilhou por ter se perdido da razão, não temas em voltar por onde passou. O aprendizado vai te ensinar como acertar da próxima vez. Caminha junto com tuas emoções sem medo. A razão sempre estará de olho em você para te acudir e te ajudar a voltar, a se reerguer. Bom caminho de volta!"
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